Pressão aumenta nos bastidores e técnico Luizinho Lopes pode ser demitido antes mesmo da próxima rodada

A situação de Luizinho Lopes à frente do Paysandu voltou a ficar insustentável. Após o empate por 2 a 2 contra o América-MG fora de casa, em jogo válido pela 5ª rodada da Série B, o treinador deixou a coletiva mais uma vez acuado, visivelmente desconfortável com os questionamentos e, principalmente, com o desempenho da equipe.

Foi quase! Papão cede empate nos momentos finais | Matheus Vieira/América (MG)

Luizinho Lopes fica na corda bamba
Foi quase! Papão cede empate nos momentos finais | Matheus Vieira

Mesmo tendo aberto dois gols de vantagem, o Papão deixou a vitória escapar em lances de bola parada — um velho fantasma que já havia assombrado o time na final do Parazão. O resultado, que poderia aliviar a pressão, acabou funcionando como uma derrota. E o clima nos bastidores ferveu.

“Poderíamos ter tido um melhor controle, como a gente estava tendo”, disse Luizinho, tentando explicar a queda de rendimento da equipe. O treinador ainda surpreendeu ao afirmar que precisa “analisar com calma” os lances que definiram o jogo. A sensação transmitida foi a de um comandante alheio ao que se passou dentro de campo.

Time sem gás, comissão sem respostas

Além da falha tática nas bolas paradas, o Paysandu mostrou enorme desgaste físico na segunda etapa. O próprio treinador admitiu que vários jogadores estavam no limite. “O Quintana se machucou, o Rossi no limite, o Vilela no limite e o Benítez também”, listou Luizinho. No entanto, nenhuma resposta concreta foi dada sobre por que o time não consegue manter o ritmo por 90 minutos.

As substituições não surtiram efeito e a equipe perdeu força ofensiva. As justificativas, dessa vez, passaram pela logística da viagem e pelo pouco tempo de descanso. “Jogamos domingo, viajamos ontem a tarde toda, chegamos aqui quase às 21h, menos de 24 horas antes do jogo”, disse, tentando justificar o desempenho ruim.

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Jogo contra o Goiás pode ser o último

Com o Paysandu na vice-lanterna da Série B e ainda sem vencer na competição, a diretoria bicolor já começa a avaliar cenários. Internamente, fala-se em um possível desligamento de Luizinho Lopes a qualquer momento, especialmente se a equipe não apresentar evolução contra o Goiás, no próximo domingo, na Curuzu.

Caso o Papão tropece mais uma vez, a troca de comando será inevitável.

A torcida já perdeu a paciência, e o discurso do treinador começa a soar repetitivo. A pergunta que fica é: o Paysandu vai esperar mais um tropeço ou vai agir antes que seja tarde demais?

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