Suspenso por acúmulo de cartões, camisa 5 obriga comissão técnica a reformular o meio-campo para encarar a Ferroviária
A vitória no clássico contra o Remo trouxe alívio, mas também problemas. O técnico Claudinei Oliveira terá um desafio importante pela frente: reorganizar a estrutura do meio-campo do Paysandu sem o volante Leandro Vilela, suspenso pelo terceiro cartão amarelo consecutivo.
Vilela vinha sendo peça central na engrenagem defensiva bicolor. Forte nos desarmes, líder natural dentro de campo e combativo como exige a Série B, o camisa 5 se tornou rapidamente titular absoluto. Sua ausência, portanto, não é apenas uma troca de nomes: é uma mudança que afeta o sistema tático do time.
Opções no elenco e possíveis cenários
Sem Vilela, Claudinei terá que optar entre a experiência de André Lima, que conhece bem a posição, ou apostar em uma das caras novas: Anderson Leite e Wendell, recém-chegados e ainda em processo de adaptação ao estilo de jogo do Papão.
Além disso, existe a possibilidade de mudar o desenho tático da equipe, deixando de lado o 4-1-4-1 habitual e testando um esquema com dois volantes mais posicionais. Isso poderia liberar um meia mais ofensivo.
Perda que vai além da técnica
Vilela é, hoje, um dos jogadores mais regulares do Paysandu, mesmo com a quantidade excessiva de cartões. Sua entrega contagia, sua leitura de jogo protege a defesa e seu posicionamento tem dado equilíbrio ao time. A comissão técnica sabe que, sem ele, o Papão perde intensidade na marcação e poder de reação nas transições.
Por isso, o duelo contra a Ferroviária-SP, na próxima segunda-feira (30), na Curuzu, será um verdadeiro teste de resistência para o elenco alviceleste. A missão de Claudinei será não apenas substituir Vilela, mas encontrar uma nova forma de manter a consistência e o espírito de luta que a equipe demonstrou no clássico Re-Pa.
