O imbróglio judicial envolvendo o atacante Rossi e o Paysandu Sport Club ganhou um novo capítulo nesta semana. A Justiça do Trabalho decidiu manter suspenso o processo movido pelo jogador contra o clube paraense, em uma ação que ultrapassa os R$ 5 milhões.

A decisão foi tomada após a defesa de Rossi tentar derrubar a paralisação do caso. Os advogados do atleta argumentaram que a ação trata apenas de cobranças relacionadas ao contrato firmado com o Paysandu, sem ligação com possíveis discussões sobre “pejotização” no futebol.
Mesmo assim, a Justiça entendeu que o processo possui relação direta com o Tema 1389 do Supremo Tribunal Federal (STF), que discute justamente a legalidade de contratos de prestação de serviço e direito de imagem utilizados por clubes e atletas profissionais. Por conta disso, o andamento do caso seguirá congelado até que o STF tome uma decisão definitiva sobre o assunto.
Processo segue sem previsão de retomada
Com a manutenção da suspensão, ficam interrompidos todos os atos do processo, incluindo audiências, apresentação de provas e novas movimentações judiciais.
O caso é acompanhado de perto pela torcida bicolor devido aos valores envolvidos e também pela passagem marcante de Rossi pelo clube. O atacante teve destaque com a camisa do Paysandu e criou forte identificação com parte dos torcedores durante sua trajetória na Curuzu.
Enquanto aguarda uma definição do STF, o Paysandu evita comentar detalhes do processo publicamente. Já a defesa do jogador ainda tenta alternativas jurídicas para destravar a ação.
Debate sobre contratos no futebol ganha força
A discussão envolvendo contratos de direito de imagem e prestação de serviço se tornou um dos temas mais importantes do futebol brasileiro nos últimos anos. Diversos clubes e atletas acompanham o julgamento do STF, já que a decisão pode impactar diretamente acordos trabalhistas em todo o país.
Até lá, o processo entre Rossi e Paysandu continuará parado, sem prazo para retomada.



