Jornalista Syanne Neno analisa o impacto de Júnior Rocha no Paysandu e recebe elogios da Fiel Bicolor
O momento vivido pelo Paysandu dentro de campo tem empolgado a Fiel Bicolor. Entre goleadas, futebol ofensivo e a recuperação da confiança do elenco, um nome passou a dominar as conversas da torcida: Júnior Rocha. E foi justamente sobre o grande momento vivido pelo Papão que a jornalista Syanne Neno resolveu transformar em palavras o sentimento que hoje toma conta da torcida bicolor.

Com passagens por grandes portais da imprensa paraense e também como apresentadora da TV Liberal, afiliada da Globo no Pará, Syanne Neno sempre foi referência quando o assunto é comunicação esportiva no estado. E poucos lembram, mas ela também fez parte da história do Sou Papão. No início da trajetória do site, Syanne colaborou com o nosso projeto, assinando matérias que já demonstravam seu talento e sua identidade marcante. Uma baita escritora e jornalista, dona de uma narrativa sensível e poderosa, que ao longo dos anos sempre inspirou quem acompanha e produz conteúdo sobre o Paysandu.
Publicado originalmente no portal O Amazônico, o artigo “A era do Juniorzismo” viralizou entre os bicolores ao traduzir, em palavras, o sentimento de esperança e identificação criado pelo treinador no clube. A publicação recebeu dezenas de elogios pela sensibilidade da análise e pela forma como retrata não apenas o técnico dentro das quatro linhas, mas também o lado humano de Júnior Rocha.
Nos comentários, torcedores fizeram questão de destacar a força do texto. A torcedora Nete Brabo escreveu:
“Perfeito o teu texto exatamente isso Syanne Neno ele passa essa ternura ao falar das crias da base mas sem perder o posicionamento firme um verdadeiro paizão que bate e afaga na mesma proporção.”
Já Ubirajara Lima elogiou a escrita da jornalista:
“Notável saber da escrita! Escreve fácil, suave, leve, e com uma facilidade incrível de colocar no papel o ditado de sua mente. Parabéns!!!”
Outro comentário que chamou atenção foi o do torcedor Engenheiro Midson, que destacou a postura profissional de Júnior Rocha ao permanecer no clube mesmo diante de propostas:
“Júnior Rocha, diferentemente de outros treinadores, recebeu propostas melhores para deixar o Paysandu, mas em uma aula de profissionalismo e amor pelo clube, decidiu permanecer.”
Enquanto isso, Luiz Otavio Marigliani resumiu o sentimento coletivo da torcida:
“Excelente descrição de Júnior Rocha. Muito bom treinador.”
Confira abaixo, na íntegra, o texto escrito pela jornalista Syanne Neno sobre a fase vivida pelo Paysandu e o fenômeno chamado “Juniorzismo”.
A era do Juniorzismo
Por Syanne Neno
Desde a conquista do Parazão, já queria escrever sobre o técnico do Paysandu: Júnior Rocha. O gaúcho foi muito além de seguir o planejamento imposto pela diretoria, de fazer um time barato e apostar na garotada da base. Júnior Rocha abraçou o projeto com a obsessão dos predestinados, e o coração do tamanho do Mangueirão para acolher e impulsionar cada história de vida carregada pelos jogadores.
Mas, apesar da vontade de destacar o trabalho do treinador, resolvi esperar mais um pouco. A hora chegou. Precisamos falar sobre Júnior Rocha, o técnico que tem uma fome insaciável de gols. A goleada de 5 x 1 sobre o Águia, que garantiu o Paysandu na final da Copa Norte, foi o quarto jogo seguido em que o time bicolor balançou as redes sem nenhuma cerimônia. Foram 16 gols em 4 jogos, média de 4 gols marcados por partida.
Assim, a torcida bicolor vive um novo tempo. Antes, como é habitual no futebol, era comum assistir ao time se fechar depois de estar à frente do placar. Hoje, retranca é palavra proibida na era Júnior Rocha. O treinador prioriza a organização tática sem abrir mão da presença incessante na área adversária. A torcida agradece. Assistir ao seu time ir pra cima, em transições bem ordenadas entre defesa e ataque, faz um bem danado. Pra vista e pro coração.
Além das 4 linhas, Júnior Rocha reúne características bem interessantes: ao mesmo tempo em que tem uma aparência mais firme, com músculos bem desenhados e assertivos, o jeito de sorrir e de se expressar transmite ternura e acessibilidade. Esse contraste cria um equilíbrio curioso para um treinador de futebol, reforçado ainda por um rosto de traços finos e lânguidos. Cara de “bom moço”, diriam nossas avós.
E foi assim, comparado a um super-herói estilo “Homem de Pedra”, pelos memes e figurinhas criados pela torcida, que o técnico bicolor virou a chave no Paysandu. Sabemos que ao contrário dos super-heróis, ele não é infalível. Mas, independente do ciclo implacável do futebol, ele já tem seu nome guardado na história. Transformou os limões de um clube ferido pelo rebaixamento e em crise financeira, em uma deliciosa caipirinha brindada a cada gol bicolor.





