Técnico destaca domínio, números expressivos e postura competitiva na vitória sobre o Castanhal

O Paysandu está de volta à final do Campeonato Paraense. A vitória por 1 a 0 sobre o Castanhal Esporte Clube, neste domingo (22), na Curuzu, confirmou a superioridade bicolor ao longo da semifinal e consolidou a evolução da equipe sob o comando de Júnior Rocha.

Apesar do placar magro, o desempenho em campo mostrou um Paysandu dominante desde os primeiros minutos. Com posse de bola consistente, marcação alta e pressão intensa no campo ofensivo, o Papão construiu o resultado com autoridade e maturidade.

Após a partida, Júnior Rocha fez questão de destacar que a classificação foi construída com base em números e comportamento tático.

“Fomos merecedores. Os números comprovam a nossa superioridade”, afirmou o treinador.

Paysandu: Domínio traduzido em volume ofensivo

O primeiro tempo foi praticamente todo controlado pelo Paysandu. Foram nove finalizações contra apenas uma do adversário e 66% de posse de bola. Mais do que manter a bola, o time conseguiu transformar o controle territorial em chances claras de gol, exigindo intervenções importantes do goleiro adversário.

Para Júnior Rocha, o diferencial esteve no equilíbrio entre organização com e sem a bola.

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“Controlamos o jogo nas duas fases. Tivemos intensidade, criamos oportunidades e neutralizamos as ações deles.”

No segundo tempo, o Castanhal tentou avançar as linhas e buscar mais presença ofensiva, mas encontrou um Paysandu compacto e atento aos detalhes. A solidez defensiva foi determinante para garantir a vantagem até o apito final.

Pressão alta como marca registrada

Um dos pontos mais valorizados pelo treinador foi a recuperação de bola no campo de ataque. Segundo ele, a pressão coordenada tem sido pilar do modelo de jogo bicolor.

“Roubamos 17 bolas no campo ofensivo. Isso mostra o quanto o time está comprometido com a proposta.”

A intensidade sem a bola reforça a identidade construída ao longo da competição e evidencia o amadurecimento do grupo, que mistura juventude e experiência.

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Confiança na base e liderança experiente

Mesmo após um erro pontual na saída de bola, que quase resultou em empate adversário, Júnior Rocha tratou o lance com naturalidade e reforçou a importância do processo formativo dos jovens atletas.

“O Iarley está no primeiro ano de profissional. Vai oscilar, isso é normal.”

O treinador também ressaltou a importância de lideranças como Castro, que ajudam a dar equilíbrio ao elenco em momentos decisivos.

Re-Pa decide o título

Com a classificação assegurada, o Paysandu terá pela frente o maior rival, o Clube do Remo, em mais uma final do Campeonato Paraense. O clássico Re-Pa promete equilíbrio, mas o técnico garante que o Papão chega fortalecido.

Segundo Júnior Rocha, a equipe já apresenta identidade clara e maturidade competitiva — fatores que podem fazer a diferença em dois jogos que valem o título estadual.

A Curuzu fez sua parte na semifinal. Agora, o foco é total na decisão.

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