Treinador Márcio Fernandes iniciou e terminou o ano no Paysandu, passou por outros três clubes e encerrou 2025 com apenas sete vitórias em 32 jogos
O ano de 2025 foi um verdadeiro pesadelo na carreira do técnico Márcio Fernandes. Acostumado a trabalhos sólidos e a conquistas em divisões de acesso, o experiente treinador acumulou uma sequência de resultados negativos que marcaram uma das piores temporadas de sua trajetória no futebol brasileiro.
Márcio começou o ano no Paysandu, com a missão de dar continuidade ao trabalho que havia evitado o rebaixamento em 2024. No entanto, o rendimento da equipe no Campeonato Paraense e na pré-temporada foi abaixo do esperado, e o comandante acabou sendo demitido ainda em fevereiro.
Pouco tempo depois, o técnico assumiu a Inter de Limeira, no Campeonato Paulista, mas não conseguiu repetir o sucesso de temporadas anteriores. O clube acabou rebaixado para a Série A2, somando o primeiro revés importante do treinador em 2025.
Na sequência, Márcio foi contratado pelo Botafogo-PB para a disputa da Série C. Em seis jogos, somou apenas uma vitória e deixou o cargo antes do término da primeira fase. O novo desafio veio no CSA, que lutava contra o rebaixamento para a Série D. O técnico permaneceu apenas quatro partidas, sem conseguir reverter a crise do clube alagoano, que acabou caindo ao fim da competição.
Em um movimento inesperado, o treinador retornou ao Paysandu já na reta final da Série B, tentando evitar mais um descenso na carreira. Mas o cenário não poderia ser pior: o Papão não reagiu e foi rebaixado para a Série C de 2026, sacramentando o terceiro rebaixamento do treinador no mesmo ano.
Somando todas as suas passagens em 2025 — Inter de Limeira, Botafogo-PB, CSA e Paysandu —, Márcio Fernandes comandou 32 partidas, conquistando apenas 7 vitórias. Um aproveitamento que confirma a queda brusca de rendimento de um profissional que, por anos, foi sinônimo de estabilidade e bons resultados.
Para o técnico, 2025 entra para a história como um ano a ser esquecido, marcado por desafios, turbulências e pela necessidade de reconstruir sua trajetória no futebol brasileiro.
